Clube da Carta e as relações pessoais que geram negócios

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Há quanto tempo você não recebe uma carta de alguém? Em tempos de comunicação remota e aplicativos, as cartas já não são mais utilizadas como antigamente.

Foi pensando em resgatar essa antiga tradição e todos os sentimentos que nela existem que Thiago Valadares, Diretor Comercial da PN Mídia, e o escritor Ricardo Coiro criaram o Clube da Carta, um projeto que incentiva o compartilhamento de cartas entre leitores e escritores a partir da adesão de um dos planos disponibilizados pelo site do projeto.

Uma vez inscrito, o leitor recebe em sua casa, em cartas manuscritas, um conto, uma crônica ou um relato da vida de Ricardo Coiro, Bruna Grotti e Daniel Bovolento, autores que compõem o time do Clube da Carta. Acompanhe o vídeo explicativo do projeto:

A intenção é alcançar o amante de literatura que quer ter uma relação menos distante de seu autor favorito. Por isso, a adesão ao projeto ainda permite responder a carta dos autores, participar de encontros, receber brindes e uma carta de um escritor surpresa convidado.
Acompanhe a entrevista com Thiago Valadares, idealizador do projeto, e conheça o percurso de trabalhar com ideias inovadoras e públicos de nicho.

1. De onde surgiu a ideia do projeto?

A ideia surgiu, inicialmente, como um clube de livros. Nosso objetivo é incentivar a leitura, ainda mais na era digital. Percebemos que já existiam outros clubes de assinatura de livros, então decidimos parar e refletir sobre algo novo. Depois de muitas reuniões e conversas, achamos esse modelo do Clube da Carta, uma ideia nova, que traz a carta, comunicação do passado, para o presente, como uma experiência exclusiva.

2. Como é feita a divulgação do projeto? Qual o perfil de leitor do seu público-alvo?

A divulgação inicial foi focada nos nossos 3 escritores. Antes de lançar o site oficialmente já tínhamos mais de 500 curtidas e 30 assinaturas no Clube. Foi inacreditável. Nossa divulgação é 100% digital, usamos o Facebook e outras redes para falar do Clube da Carta. Nosso público-alvo são pessoas que gostam de ler, mas muitas vezes não tiveram essa experiência devido ao aumento do uso da tecnologia para se comunicar. Também esperamos atrair os fãs dos nossos escritores, assim como amantes de uma boa leitura.

3. Você acredita que o Clube da Carta pode ter impactos sociais, como trazer de volta o hábito de escrever cartas no cotidiano das pessoas?

Sim, esse é nosso maior objetivo e já temos testemunhos sobre isso. Diversas pessoas voltaram a escrever cartas e algumas escreveram pela primeira vez. Temos um lado social dentro do Clube da Carta. Fechamos uma parceria importante com uma ONG que atua há mais de 19 anos na área da saúde. Nossa intenção é levar cartas para mais e mais pessoas, até para aquelas que não têm condições por diferentes motivos.

4. Quais foram as dificuldades de colocar o projeto em prática? Como resolveu esses empecilhos?

A maior dificuldade é sempre digital, a parte de programação e plataforma. Tivemos um sucesso inicial, mas com esse sucesso os bugs apareceram. Levamos mais de 30 dias para corrigir tais erros. Na internet, o trabalho de desenvolvimento nunca tem fim.

5. Considerando que o Brasil é, de maneira geral, um país que lê pouco, pode-se dizer que o público do Clube da Carta é restrito. Como tem sido trabalhar com um público de nicho?

Concordo que temos um mar a desvendar no que se trata de leitura. Entretanto, vendemos a experiência como um todo. A carta será um presente também. É um grande desafio estimular a leitura no Brasil, mas vamos plantar essa semente com muito amor.

6. O Clube da Carta pode ajudar a fomentar a leitura no país? Há alguma intenção em apoiar ou se envolver em eventos literários nacionais?

Sim, estive na Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) e vamos participar de eventos pelo Brasil todo em 2017. A intenção é retomar esse canal de comunicação, um gesto simples de escrever uma carta pode marcar uma vida.

7. Quais são os próximos planos para o Clube da Carta? Como pretende alcançar esses objetivos?

Vamos lançar, em outubro, o Clube Kids, um segmento para crianças receberem cartas. Mas nosso objetivo inicial é aumentar o número de assinantes. Nossa meta é de acabar 2016 com 10 mil assinantes e 2017 com 100 mil.
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