Como evitar a publicidade negativa

Propagandas negativas podem acabar com a reputação de uma marca. Veja como evitar este tipo de comunicação.

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Propaganda é a alma do negócio, mas quando feita de maneira errada, pode se tornar um pesadelo. Um dos principais objetivos da propaganda, além de apresentar um novo produto ao público, é agregar valor à marca. Por esse motivo, quando alguma propaganda é negativa, isso afeta diretamente a reputação da marca.
Para evitar a publicidade negativa é importante prestar muita atenção no que será veiculado ao seu serviço ou marca. Antes de colocar uma campanha no ar, peça a opinião do maior número de pessoas possível para ter diferentes pontos de vista sobre a sua ideia e perceber se ela não é depreciativa ou politicamente incorreta.

Exemplos de publicidade negativa

No início de 2015 às vésperas do carnaval, a Skol lançou uma campanha cujo o título era “Esqueci o ‘não’ em casa” e recebeu uma enxurrada de denúncias de consumidores no Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária).
Não era para menos, essa campanha dava a entender que as pessoas, principalmente as mulheres, não deveriam falar “não” para quem quer que fosse durante o Carnaval. Como se fossem obrigadas a ceder a qualquer investida sem o direito de rejeitar. Após todas as críticas, a Skol se retratou e tirou a campanha do ar.

Outra marca de cerveja que recebeu críticas negativas por conta da propaganda de um produto, foi a marca Proibida. Neste caso, não foi uma campanha em si que gerou burburinho, mas o lançamento de uma nova cerveja, nomeada de “Proibida Mulher”. A marca anunciava uma cerveja “delicada e perfumada feita especialmente para a mulher” com um rótulo rosa e “delicado”.
Com essa imagem de que toda mulher é “delicada”, a marca também recebeu muitas críticas nas redes sociais por sua campanha machista que insinua que as mulheres devem ter sua própria cerveja, como se não fossem pessoas normais que pudessem beber e apreciar qualquer tipo de bebida até as mais elaboradas.

Não são só marcas do universo masculino que fizeram publicidade negativa e criaram polêmicas envolvendo as mulheres. O comercial da Novalfem, marca de remédios para cólicas menstruais, teve uma enorme rejeição ao tratar as cólicas como “mimimi” e frescura. Estrelada pela cantora Preta Gil, a campanha “Sem mimimi”, tratava uma questão tão séria de forma desrespeitosa e inadequada que acabou sendo vetada também.

Independente do público que deseja atingir, a propaganda deve sempre ser bem pensada e julgada por pessoas com diferentes pontos de vistas e vivências para não ser vetada ou rejeitada pela sociedade.

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