Como lidar com os problemas gerados por erros nas vendas da Black Friday

Confira a lista das principais reclamações e veja como evitar que isso aconteça

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Os anos anteriores de Black Friday no Brasil registraram crescimento estupendo em vendas e número de participantes. Tanto no comércio eletrônico, quanto em lojas físicas, somente no último ano (2015) a data encerrou com o faturamento de R$ 1,5 bilhão. Entretanto, algumas preocupações ainda afligiram consumidores e também lojistas. Por isso, convém tomar muito cuidado com o atendimento pós-venda, para acelerar a resolução dos problemas de Black Friday. Confira a lista das principais reclamações e veja como evitar que isso aconteça.

Golpe do preço alterado

Todo mundo gosta de desconto. É por isso que em todos os lugares em que a Black Friday é realizada, as vendas crescem a cada ano. No entanto, algumas lojas brasileiras tentaram maquiar os preços. A estratégia era aumentar muito o valor de produtos mais procurados para que, na Black Friday, aparecessem com bastante desconto. Não deu certo.

Órgãos de defesa do consumidor entraram em ação para barrar lojas com este tipo de conduta. Além disso, alguns aplicativos de consulta de preço, foram especialmente criados para alertar o consumidor sobre possíveis golpes com descontos falsos. Na hora de montar a estratégia de descontos, veja o que realmente sua loja pode oferecer ao cliente.

Pagamento somente com cartão

Uma prática nada saudável, por parte dos consumidores, começou a ser adotada: o cliente fechava a compra, pedia para que o pagamento fosse feito somente em boleto bancário, mas não pagava a conta. Como o boleto emitido tem um prazo maior para pagamento, muitos consumidores agiram de má fé e finalizaram suas compras para depois não efetuar o pagamento.

Ao não pagar o boleto, prenderam o produto (que foi retirado da contagem total do estoque, deixando de ser comprado por outros consumidores) e depois cancelaram suas compras, fora da data. A história rendeu problemas em vendas da Black Friday. Para punir quem estava praticando o golpe do boleto, à espera de descontos maiores, alguns e-commerces e lojas físicas colocaram suas ofertas apenas para o pagamento de cartão de crédito.

O problema acabou gerando outro mal. Muitos consumidores reclamaram junto aos órgãos de defesa sobre a prática da exigência de somente uma forma de pagamento para obter desconto.

Estoque insuficiente

Vender um número limitado dos produtos mais procurados com desconto não é uma boa estratégia. Mas foi exatamente isso que alguns sites e lojas físicas fizeram ao reduzir ofertas de um mesmo item com desconto. O resultado? Estoque insuficiente, com produtos esgotados em tempo médio de dez minutos após o início das vendas de Black Friday.

O problema aqui está na falta de satisfação do consumidor. Frustrado ao não conseguir comprar o que deseja pela falta do produto, ele muda de loja (seja virtual ou física). Assim, dificilmente voltará a procurar outros produtos ou serviços em seu estabelecimento comercial.

Abuso no preço do frete

Tentar compensar os descontos aplicados na promessa de uma entrega mais rápida, mediante o pagamento de frete mais caro, também não foi uma prática admirada pelos consumidores. Afinal, mesmo que os clientes estivessem cientes de prazos mais longos para entregas, oferecer a ele a oportunidade de pagar muito mais, para entrega mais veloz, não foi bem visto. Os preços eram abusivos, segundo o Procon-SP.

Na percepção dos consumidores, a prática soou pior ainda: se há como entregar o produto em determinado prazo, não ofereça um tempo menor, mediante uma exorbitância paga.

Itens para prestar atenção

Para que os problemas de Black Friday não atinjam sua loja virtual ou física, cuide de:

  • Oferecer preços corretos;
  • Operar com estoque controlado;
  • Conferir os produtos mais procurados;
  • Preocupar-se com a entrega;
  • Agir rapidamente, caso algo não saia conforme o planejado;
  • Preparar o pós-atendimento.

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